quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Parto normal x DESNEcesárea

Olá hoje pela manhã quando acordei reparei na minha filha no auge dos seus sete meses e me dei conta de como o tempo tem passado depressa, me lembrei de quando descobri a gravidez, foi tão emocionante...um misto de sentimentos e sensações todas embaralhadas, entre eles o medo, muuuuito medo. Medo de não dar conta, medo do parto, medo de doer, rsrsrs.
Não dá pra falar de nascimento sem falar do parto, nas rodinhas de mães todas fazem questão de contar a sua experiência, umas contam com ar de felicidade, outras que parecem mais uma experiência traumática e ainda tem aquelas só dão aquele risinho amarelo e dizem: _É, bom! Você vai ver quando chegar a sua vez! Isso me dava arrepios, mas podem me chamar de masoquista mas eu queria saber como era isso, nossa na minha imaginação eu ficava cogitando mil e uma possibilidades de quando eu começasse a passar mal, sentindo as contrações, a bolsa arrebentasse, onde seria e como seria. Achava muito engraçado nos filmes e nas novelas quando uma gravida dizia: -Acho que vai nascer! Nossa como eu queria passar po isso. Temia ter que passar por uma DESNEcesárea, isso depois de muita conversa com meu obstetra, logo na primeira consulta já fui descarregando um turbilhão de perguntas, e com muita calma ele foi esclarecendo uma a uma. Saí do consultório ainda mais determinada: -Quero ter um parto normal. Durante a gravidez eu li muitos artigos sobre parto normal e via quanto era benéfico para a mãe e o bebê e isso reforçava ainda mais minha decisão. Acho que o mais e importante é mater-se calma e não determinar antes mesmo da hora o tipo de parto que a gente vai querer ter, como foi no meu caso eu me preparei para ambos. Meu obstetra disse que tem muitas mamães que já chegam no consultórios no primeiro pré-natal determinadas a ter um parto de cesárea sem ao menos ouvir os benefícios de um parto normal, só não querem sentir dor; é a única certeza que elas querem ter. Sem falar em muitas maternidades que fazem cesarianas com maior prazer, afinal o preço de uma cesareana sai por R$400,00 e um parto normal R$250,00, esses valores podem variar de acordo com o plano de saúde. Isso geralmente ocorre porque no final da gestação a gente já está cansada, pesada e a ansiedade é tanta que acabamos topando quase tudo para termos nossos filhinhos no colo. Mas é preciso ir com calma pois os dados são alarmantes “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI. No parto normal, esse número cai para 3%", diz Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo (veja reportagem completa no link: http://www.bebe.com.br/gravidez/saude/seis-motivos-parto-normal.php). A dor do parto normal se dá antes do bebê nascer, e a da cesárea depois, afinal é uma cirurgia. Em um parto normal, você sabe que a criança está totalmente formada ao contrário da cirurgia agendada que a criança pode nascer prematura. Não dizer que não dói,  as contrações vão aumentando de intensidade e ficando cada vez mais freqüentes. São como uma onda no mar, que você vê se formando ao longe, crescendo, chegando no pico e terminando. Você sente a contração começar, de leve, aumentar e passar. Agora, entre uma contração e outra, nada acontece. Não é como dor de dente, dor de cabeça, algo contínuo. E tem o seguinte: se você está atravessando esse mar de contrações e elas se tornam ondas altíssimas (cada mulher têm uma tolerância diferente à dor), você sempre pode optar por tomar anestesia. No meu caso senti toda dor das contrações mas foi por pouco tempo quando a médica estourou minha bolsa, a Julinha tinha feito cocô na barriga, tive que ser operada rapidamente caso contrario ela entraria em sofrimento fetal, foi tudo muito rápido, naquele momento eu só conseguia pensar no bem dela, não podia nem imaginar minha filhinha sofrendo antes mesmo de nascer, graças a Deus correu tudo bem, mas presica ter indicação, não é como escolher água com gás ou sem gás, além de tudo a gente tem que ficar um tempão na sala de pós parto, enquanto podia estar no quarto "lambendo a cria", essa história que não dói é bastante relativo pois muito tempo após o parto é possível sentir o local do corte ainda dormente. O medo é natural, mas o que deve ser levado em conta em primeiro lugar é o bem estar da criança, não vale a pena arriscar só porque a mamãe não quer sentir dor, o que ocorre na maioria das vezes á a falta de informação, pense que cada caso é um caso, queria muito ter tido um parto normal mas estava preparada para ambos, não é bom definir nada antes da hora, pelo menos assim não vai se frustar se alguma coisa sair fora do planejado. Abaixo segue um quadro comparativo entre os dois partos.